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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Espanha - Madri


Day 10 – 19 de janeiro, sábado
Fizemos as malas, tomamos um café light na Boquería, com um suco delicioso de guanabana e pitahya. Passamos pela Plaza Cataluña, entramos na FNAC, fizemos compras no Corte Inglés e almoçamos no BBrB, um bar de tapas mais sofisticado. Na volta, ainda paramos para tomar um sorvete.
Fomos direto para o aeroporto e chegamos a Madrid por volta de 20h. Descansamos um pouco e caímos na movida madrileña.
Pela calle Huertas, chegamos a Plaza de Santa Anna. Rodamos um pouco, entramos em algumas boites e sentamos na cervecería St. Anna para comer.
Depois, fomos tomar umas copas no lounge do hotel Melià, um lugar cheio de charme. Por último, ainda entramos na boite Samsara, um lugar muito interessante, com uma decoração meio indiana. Saímos às 3h com o lugar bombando, com fila na porta.

Day 11 – 20 de janeiro, domingo
Mesmo tendo dormido tarde, acordamos cedinho e fomos para o mercado El Rastro. Em 5 anos, desde a última vez em que estive aqui, o mercado mudou muito. Não é mais um marché aux puces. Mais parece a Rua da Alfândega. O mercado foi invadido por orientais e árabes, que vendem desde camisetas estampadas de rock & roll e luta livre até sapato por 2 euros.









Embora ainda tivesse umas poucas barracas interessantes, foi uma decepção ver no que o Rastro se tornou. Fugimos rápido e descemos pela Carrera de San Francisco, onde fica a Iglesia de San Franscisco El Grande. Subimos pela Calle Bailén até a Catedral de Almudena e o Palácio Real.


Fizemos uma visita ao Palácio. Eu me lembrava de várias cosias, como a sala de porcelana. Acho lindo e super vale a pena. Entramos na Almudena, mas estava tendo uma missa e não deu para ver muito. Caminhamos pelas redondezas, até os jardins do palácio e pela Plaza del Oriente, onde almoçamos no Café do Oriente.
Depois do almoço, subimos pela Calle Mayor e entramos na Plaza Mayor, que estava lotada de gente sentada pelo chão, aproveitando o sol. Fomos até a Puerta del Sol. Entramos no Corte Inglés e voltamos caminhando até o hotel, enquanto anoitecia.


Day 12 – 21 de janeiro, segunda-feira
Hoje, como todos os museus estavam fechados, fizemos o passeio no Madrid Visión, primeiro pelo centro, depois pela Madrid moderna, chegando até o estádio Santiago Bernabeu. Descemos na Gran Vía e fomos almoçar no Can Punyetes. Comemos judías com butifanas negra y catalana (feijão branco com linguiça de morcilla e branca). Adoro Madrid. É uma cidade super dada e ótima para flanar, quase uma Paris, mas sem a soberba dos franceses, com uma comida mais abundante e uma vida mais pulsante. Agora, escrevendo isso (em 2012), me veio até uma dúvida se eu talvez, quem sabe, não goste mais de Madrid do que de Paris? Será?






Day 13 – 22 de janeiro, terça-feira
Hoje foi o dia dos museus, começando pelo Prado. Fizemos uma passada mais rápida do que minha última vez aqui (quando ficamos mais de cinco horas dentro do museu!), focando principalmente nas obras mais emblemáticas. É um must see de Madrid, sem dúvida. Mesmo se a fila for grande, anda rápido e vale a pena enfrentar.

Em seguida fomos ao Thyssen-Bornemisza, com obras do século XIII ao XX, variando da corrente renascentista, barroca e romântica até a pop art. A maior mélange cultural, no bom sentido!
O almoço tardio foi no restaurante La Bola, um cozido que era um verdadeiro banquete. Você pode escolher apenas o caldo do cozido ou o cozido todo. Pedimos um de cada e foi mais do que suficiente.

Terminamos o dia tomando um vinho do porto no Hotel Ritz. Puro sucesso para fechar a viagem com chave de ouro!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Espanha - Barcelona


Day 7 – 16 de janeiro, quarta-feira
Hoje nosso dia começou bem cedo na Rambla, tão cedo que a rua ainda estava vazia. O movimento só começa mesmo por volta das 10h, pelo menos no inverno. Tomamos café num bar e seguimos caminho.
Passeamos pelo Mercado da Boquería, o mais típico de Barcelona, que vende de tudo, desde chocolates e cogumelos, frutas e temperos, até chacina (embutidos) e peixes. É lotado de gente, colorido e animado. Uma verdadeira feira livre espanhola, bem como eu adoro! O café da manhã nem precisava ter sido num lugar qualquer, podia ter sido na Boquería!



 Quando saímos, a Rambla já estava fervilhando de gente. Cheio de performáticos, vendedores de flores e animais. (Atenção ao mosaico de Miró no chão!) Caminhamos até o final, na Plaza Cataluña, e voltamos, entrando na Rua Portaferrissam em direção ao bairro gótico.
As ruelas do bairro antigo são muito simpáticas e estreitas, com um comércio bem mais transado e arrojado, fugindo um pouco do típico turistão.
Nossa primeira parada foi na Catedral, uma igreja gótica. O coro é a parte mais bonita da igreja, que tem também um belo altar.
Continuamos andando um pouco a esmo pelas ruas do bairro gótico e chegamos a Via Laietana. Daí fomos até o Mercado de Santa Caterina, parecido à Boquería, mas mais chique e arrumadinho.
Voltando, fomos até a Plaza St. Jaume, onde ficam o Palau de la Generalitat e a Casa de la Ciutat.
Almoçamos na Brasserie Flo e seguimos para o Palau da Música Catalana. Fizemos uma visita guiada, mas, infelizmente, não deixam tirar fotos. O palácio é lindo, desde a fachada até o salão interno. O fundo do palco é decorado com mulheres instrumentistas de diversas raças. O lustre / claraboia no teto é lindo, com mil pequenos retalhos que compõe o vitral.
Seguimos então pela via Laietana até o carrer Montcade, onde fica o Museo Picasso. Até agora achei o museu mais bem organizado e explicado. As salas são divididas pelas fases artísticas do pintor, todas muito bem explicadas. Só não tem muitas obras da fase cubista, mas, em compensação, tinha uma série em que ele fez uma releitura cubista de “As Meninas”, de Velazquez.
Voltamos ao hotel caminhando, passeando pelas ruas agitadas de Barcelona.
Descansamos um pouco e saímos para jantar na Casa Calvet. O projeto da casa foi feito pelo Gaudí e é absolutamente lindo. A comida estava espetacular, um dos melhores jantares da vida.
De entrada, comi foie gras com musseline de figo. O primeiro prato era um solomillo de ternera com setas e brócolis e para o Dani, um ternero lechal com molho de queijo e cenoura. De sobremesa, mousse de chocolate com coco e banana, além de framboesa com amêndoas e sorvete de canela.
Antes de voltar para o hotel, ainda passamos na Plaza Reial, onde a noite fervilha. Entramos na boite Jamboree e aproveitamos um pouco a night barceloneta.

Day 8 - 17 de janeiro, quinta-feira

Começamos o dia subindo as Ramblas. Paramos para tomar café e seguimos até a Plaza Cataluña, onde pegamos o bus turistic. Com o ônibus, podíamos descer nas paradas e depois pegar o próximo. Bem prático.
O roteiro foi uma verdadeira imersão em Gaudí. Começamos subindo o Passeio de Gracia, uma rua linda, com prédios muito bonitos e um comércio sofisticado.
As duas primeiras paradas são em construções de Gaudí, a Casa Batló e a Pedreira. As fachadas são incríveis, cheias de curvas arredondadas e coloridas. Não descemos. Essa visita fica para o final.
Foto da Casa Batló à noite
A parada seguinte foi na Sagrada Família. Aí, descemos e ficamos bastante tempo, admirando a obra inacabada. Ainda falta quase metade das torres do projeto inicial, uma fachada lateral (da Glória) e grande parte do interior.
As duas fachadas principais (da Natividade e da Paixão) já estão prontas e são completamente diferentes. A primeira é muito rica em detalhes, fazendo o modernismo parecer até um pouco rococó. A segunda, da Paixão, é simples e austera, ilustrando o sofrimento de Cristo.

O interior da igreja ainda está cheio de andaimes e pouco se vê do altar. Embaixo, há um museu com o projeto original de Gaudí e fotos de diversas fases da construção.
 Pegamos o ônibus novamente e fomos até o Parc Guell, na verdade um empreendimento imobiliário fracassado, financiado pelo mecenas de Gaudí, Ernesto Guell. Hoje, a área é um parque público. As partes mais bonitas são as “grutas”, a galeria das colunas com o teto decorado de mosaicos e o pátio superior, com os bancos ondulados com mosaicos coloridos e a vista da cidade.


Pegamos o ônibus novamente e seguimos o trajeto, agora sem descer. Passamos pelo mosteiro de Pedralbes, Palau Reial, Estádio do Barcelona e, por fim, voltamos à Plaza Cataluña.
Descemos na Pedreira e subimos até o terraço, decorado com chaminés em forma de suspiros e soldados. O terraço é todo escalonado, muito bonito e interessante. No andar de baixo, tem um apartamento decorado. É legalzinho, um pouco estilizado demais.

Finalmente, fomos comer. Pegamos um táxi até o Botafumeiro, na Gran de Gracia. Comemos um polvo delicioso e callos com garbanzo. Para voltar ao hotel, fomos passeando pelo Passeio de Gracia, vendo as lojas o movimento e as construções lindas.
Chegamos ao hotel, deixamos as compras, nos trocamos e saímos de novo. Já eram 21h30, 22h.
Descemos as Ramblas até a Plaza Colón. Pela Rambla de Mar, cruzamos até Port Vell, onde tem shopping, cinema e o aquário de Barcelona. Demos a volta no complexo, não vimos nenhum lugarzinho interessante. Pegamos um táxi e fomos até a Playa de la Barceloneta.
O lugar é um charme, cheio de bares, lounges, boites e restaurantes na orla da praia. Sentamos no Opium, comemos e depois o bar virou boite. O lugar e o conceito são super interessantes, mas o serviço precisa melhorar...

Day 9 – 18 de janeiro, sexta-feira
Hoje, começamos o dia com um café da manhã bem carregado na Boquería, com bocadillo de solomillo de ternera e coca-cola. Continuando até a Plaza Cataluña, pegamos a outra rota do bus turistic.
Começamos subindo pelo Passeio de Gracia, Av. Diagonal, Plaza de España e chegamos ao Poble Espanyol, que tem uma reconstituição de diversos lugares e cidades característicos da Espanha. Tem várias lojinhas de artesanato que, além de venderem seus produtos, têm um pequeno ateliê para fabricá-los.
O lugar é simpático, mas meio bobo e fica bem vazio. Fica em cima de um monte, então, de alguns pontos, temos uma vista bonita de Barcelona.
A parada seguinte foi na Fundação Joan Miró. Ver Miró com calma me fez gostar mais dele. A questão é se desligar de ter que entender o que ele quis dizer. Às vezes, arte não quer dizer nada...
A parada seguinte foi o Museu Histórico da Cataluña. Passeamos pelo Passeio de Joan de Borbó, onde tem vários restaurantes em frente à marina. As terrazas estavam super agradáveis com o sol de fim de tarde. Sentamos para almoçar / pinchar.
O entardecer estava lindo Fomos caminhando por todo o passeio para tentar pegar um teleférico para Monjuic, mas, infelizmente, chegamos bem na hora em que saía o último. Foi uma pena, pois teria sido lindo ver a cidade de cima com o céu pintado de vermelho (apesar de dar um certo medinho).
Então, caminhamos pelo Passeio Maritim Barceloneta, até chegar ao mesmo conjunto de bares de ontem. Pegamos novamente o ônibus até Plaza Cataluña, passando pela Vila Olímpica, a primeira a ser construída como um empreendimento imobiliário, para as Olimpíadas que mudaram a história da cidade.
Aí, pegamos um táxi até a Plaza de España para ver a Font Màgica. Caminhamos desde a praça, subindo pela Av. Reina Maria Cristina até a fonte e o MNAC – Museu Nacional de Arte da Catalunya. A fonte mágica não estava funcionando por problemas técnicos, mas as fontes do museu eram lindas e deram um espetáculo a parte.
Voltamos até o hotel, nos trocamos e saímos de novo, sem nem descansar.
Subimos as Ramblas e o Passeio de Gracia e jantamos no Tapa Tapa. As tapas estavam ótimas, tipicamente espanholas.

Espanha - Granada


Day 5 – 14 de janeiro, segunda-feira
Hoje de manhã, descansamos bastante e, quando saímos para ir até a Catedral, começou a chover. Ao chegar ao centro histórico, estava tudo fechado para a siesta. Para não perder viagem, entramos no bus turistic, que nos leva pelos principais pontos da cidade.
O ônibus cruza o rio, vai até Alhambra, passa pelo Parque de las Ciencias, Parque Garcia Lorca e Plaza de Toros. Daí, volta ao ponto de partida. Descemos, vimos a Capilla Real (dos reis Fernando I e Isabel) e a Catedral, que é enorme e toda branca, o que a faz parecer ainda maior.
Ao lado da Catedral, fica o mercado da Alcaicería, com várias lojinhas para turista. Passamos pelas praças mais importantes de Granada, Plaza Bib Rambla (o último sultão árabe) e Plaza Nueva, onde almoçamos no restaurante Hacienda Plaza. Mais das deliciosas tapas espanholas!
Alcaicería
Daí, voltamos para o hotel pela calle de los Reyes Católicos e calle Recogidas, vendo o comércio e o movimento, como diz a Nonna. Descansamos um pouco e, mais tarde, saímos para comer um prato de surtido de chacinas, no restaurante La Cueva, perto do hotel.


Day 6 – 15 de janeiro, terça-feira
Hoje acordamos cedo e fomos direto para Alhambra. Começamos a visita circulando o muro pelo lado de fora e entramos em frente ao palácio Carlos V. As construções católicas (pós 1492) são renascentistas, com os salões interiores menos decorados que o exterior. Já as construções mouriscas são muito austeras por fora e super requintadas por dentro.
O palácio Carlos V é uma construção quadrada com um pátio interno redondo.
Depois, passamos para as construções mouriscas. Felizmente, nem tudo foi destruído pelos reis católicos. Eles adaptaram muita coisa, que foi, mais tarde, recuperada.
Passamos pelo Pátio de Arrayanes, o ponto mais conhecido de Alhambra, no qual a fachada se reflete num espelho d’água, pelo Salón de los Embajadores, todo decorado do chão ao teto, representando, no teto, os sete céus muçulmanos para chegar a Alá.
Pátio de Arrayanes
O Pátio de Mexuar fica na parte judicial e é lindo, com uma pequena fonte no centro e as paredes inteiramente decoradas. O Pátio de los Leones é um claustro lindo, mas a fonte estava sem os leões, que estavam sendo recuperados.
Pátio de Mexuar
Vimos, por fim, a Sala Abencejares, rivais do sultão Boabdil, que mandou matar todos os homens do reino, pois não sabia qual era o amante de sua mulher. Terminamos a visita no Jardim do Generalife, a casa de verão do rei. Os jardins são muito agradáveis.
Saímos de Alhambra e fomos ao Mirador San Nicolás, em Albaicín, de onde se vê todo o conjunto perfeitamente. Comemos e desfrutamos da vista estupenda.
Seguindo uma dica errada de um local, descemos todo o Albaicín pelo lado oposto. Então, pegamos um táxi que nos levou até El Bañuelo, que estava fechado. (Fica para a próxima a visita aos banhos públicos.)
Descemos pelo Carrer Dario e chegamos à Plaza Nueva. Já era hora de voltar ao hotel, pegar o carro e seguir para Málaga.
Chegamos em Barcelona às 22h, deixamos as coisas no hotel e fomos jantar no El Gran Café.

Espanha - Córdoba e Granada


Day 4 – 13 de janeiro, domingo
Fizemos checkout no hotel e tomamos café em uma panadería na Av. del Brillante, onde ficava o hotel.

Paramos perto da Puerta de Almodovar e fomos direto ao Alcazar de los Reyes Cristianos. O mais bonito do palácio são, disparado, os jardins, super cuidados, tratados e bem aparados, com piscinas onde os reis se banhavam no verão. No restante do castelo, havia um banho turco, uma torre à qual subimos e uma sala com mosaicos.





Daí, passeamos pela Judería, o bairro judeu, um emaranhado de ruas cheias de lojas, com as construções mais características de Córdoba. Visitamos a Sinagoga,  que é bonita, mas muito menor do que eu tinha imaginado.
Ainda não eram 14h, hora em que abria a Mezquita, então sentamos nas Bodegas Mezquita para comer umas tapas e tomar um vinho.
Ao sair, fomos para a Mezquita, que é realmente impressionante, com milhares de colunas e arcos. Como tudo é de pedra, faz um frio infernal. A briga entre a influência católica e moura é 100% visível, tanto nas capelas laterais quando na decoração do teto. É muito diferente das demais igrejas europeias.




Depois disso, pegamos a estrada em direção a Granada. Do caminho, vislumbramos a Sierra Nevada. Lindo! Chegamos no fim da tarde, deixamos as coisas no hotel e, às 20h, saímos para jantar em Albaicín, no “Horno del Paquito”. Era um botecão, mas estava ótimo. Às 22h, fomos ver um show de flamenco nas Cuevas de Sacromonte. No caminho, ainda paramos para ver Alhambra do outro lado, tudo iluminado! A foto saiu meio fora de foco, mas o paisagem era deslumbrante...
O show de flamenco estava cheio de japas e é uma experiência bem turistona, mas vale a pena, principalmente por ser dentro das grutas.