Viagem França 2010 / 2011 - Parte 6
Dia 13 - 10 de janeiro de 2011, segunda-feiraAmanhecer em Honfleur, com o sol nascendo sobre o porto, na frente da janela do nosso quarto, foi lindo demais! Tomamos café com o céu rosa rosa!
Assim que o céu clareou mais um pouco, demos uma volta rápida pela cidade. Foi realmente rápida (menos de 1 hora), mas a cidade é bem pequena. Como estava tudo fechado ainda, só passeamos pelas ruas e pelo cais. O porto é separado do braço do rio Sena (!) por uma ponte que dá acesso à cidade. Quando os braços precisam sair, a ponte levanta. Parece um "cou de sac".
O casario é lindo, com prédios baixos e bem conservados. É realmente uma cidade imperdível. Gracias, Valeria!!!
(Essa última foto merece até virar quadro, né?)
Depois de uns 30 minutos de passeio, pegamos o carro e caímos na estrada em direção a Paris.
Na estrada, os campos estavam todos geados, cobertos por uma camada fina de gelo, bem esbranquiçado. No início, não entendíamos nem bem o que era...
PARIS - ORLY - PORTO - SANTIAGO DE COMPOSTELA
Chegamos no aeroporto do Porto, pegamos o carro e seguimos direto para Santiago, a cidade em que sempre chove.
Deixamos as coisas no hotel, que fica bem pertinho do centro histórico (ou casco viejo), e fomos dar uma volta. As lojas estavam todas abertas e a cidade é uma graça. Fomos até a praça da Catedral pela Rúa do Vilar e voltamos pela Rúa Nova.
Jantamos num ótimo restaurante de tapas. Mais espanhol impossível: A Taverna do Bispo.
Dia 14 - 11 de janeiro de 2011, terça-feira
Hoje, passeamos por todo o centro antigo e suas ruas com galerias. Andamos meio a esmo, sem planejar muito, sem ter um ponto fixo aonde chegar. Simplesmente andamos. De vez em quando, recorríamos ao mapa para ver onde estávamos e o que tinha por ali.
Passamos pela praça da Universidade e pelo mercado de Abastos, com as senhorinhas vendendo seus queijos, legumes e os quiosques com carnes, embutidos e pedaços de animais. Adoro mercados!
No fim do mercado, fica a igreja de Santo Agostinho. Entramos e estava tendo uma missa. Bem nessa hora, o padre estava rezando o Pai Nosso. Foi lindo.
Passamos pela Praza de Cervantes e de Imaculada, indo em direção à Catedral.
Por dentro, a igreja é linda. O altar é fenomenal, todo de ouro. O botafumeiro fica pendurado por uma roldana enorme. Subimos no altar e descemos até a cripta.
Como as coisas estavam começando a fechar e também começava a chover um pouco mais forte, paramos para comer no mesmo restaurante de ontem, só que sentamos na barra. Foi tudo ótimo de novo, inclusive o atendimento.
Passamos no Hostal dos Reyes Católicos (um hotel 4 estrelas) e reservamos uma mesa para jantar no Restaurante Los Reyes (dica da mama).
Fomos caminhando até o Passeo da Ferradura, que tem uma vista linda da Catedral.
Como a chuva estava apertando de novo e tudo tinha fechado, seguimos a tradição da cidade (e do país) e fomos tirar uma siesta.
Saímos mais tarde e tentamos assistir a missa, mas, com a confusão de horários Portugual - Espanha - França, acabamos perdendo a hora.
Então, fomos direto jantar.
O restaurante é lindo e o serviço muito atencioso. Fomos recebidos com uma taça de espumante rosé. De entrada, dividimos zamburiñas (vieiras). Eu comi lomo de javali (delicioso e muito macio) e o Dani, uma paleta de cordeiro sensacional! De sobremesa, crepe de maçã e, para fechar, um moscatel.
Great night!
Juntei o gosto por viagens da minha mãe com o gosto pela escrita da Nonna e deu nisso: um relato detalhado das minhas viagens pelo mundo, com minhas memórias, lembranças, impressões, dicas, curiosidades, likes e dislikes, do's e dont's.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Normandia - Saint Michel e a guerra
Viagem França 2010 / 2011 - Parte 5
Dia 11 - 08 de janeiro de 2011, sábadoComo não fomos para Saint-Malo ontem, caímos na estrada bem cedinho, não tinha nem amanhecido ainda. Vimos o sol nascer na estrada e o dia estava lindo. Mais perto do destino final, decidimos ir direto para o Mont Saint-Michel. Senão, teríamos que fazer um percurso de mais uns 50km até chegar lá só para deixar as malas. E ainda teríamos que ir até Saint-Michel.
A estradinha que leva até o Monte é incrível. A "cidade" fica em cima de uma pedra, no meio do nada, com o mar se ao redor, deixando-a totalmente isolada em certos períodos do ano, dependendo da maré.
Na entrada da cidade, tem uma placa dizendo até que horas o carro pode ficar no estacionamento. Na época em que estivemos lá, a maré não sobe o suficiente para cobrir o estacionamento. Ufa!
Entramos na cidadela e passeamos pela Grand Rue, as rua principal, onde fica o comércio e os restaurantes. Fomos até o final da rua, que chega à Abadia. A cidade é toda murada e tem torrões de onde podemos observar a paisagem ao redor.
O sino da igreja bateu 12h e subimos toda a escadaria para assistir à missa. (Quem só vai à missa, não precisa pagar. Eles dão um adesivo para você colar na roupa, dizendo que você não tem direito à visita da abadia, só vai assistir a missa.)
A nossa missa foi rezada na cripta. Devia ter umas 15 pessoas e mais 15 religiosos, entre padres e freiras. Foi toda cantada em francês e eu fui acompanhando pelo livro de cantos. Muito lindo, com um clima bem intimista. É uma oportunidade que não dá para perder!
No Mont Saint-Michel, o clima costuma ser bem nebuloso. Tem uma bruma que cobre o monte quase constantemente, alimentando o ar de mistério que paira por ali. Na saída da missa, tivemos o único momento de céu realmente azul do dia. Mas foi apenas um lampejo.
Saímos um pouco antes do fim e fomos almoçar. Primeiro, tentamos ir ao Mère Poulard, o mais famoso e mais caro da cidade. Estava "cheio" e o maitre não foi muito atencioso. Então, fomos ao Les Terrases Poulard, do mesmo grupo, mas mais simples. De entrada, comemos os famosos omeletes. Meu veredito: não é bom! Eles batem o ovo em neve e colocam essa espuma no prato, com um pequeno pedaço de omelete por cima. Vale a pena provar... do outro!
(No Mère Poulard, eles ficam batendo o omelete aos olhos dos clientes. É mais uma atração da casa.)
O prato principal típico é o agneau prè-sale, que é o cordeiro que fica pastando nas terras que cercam o monte. Como a maré cobre essas terras, elas ficam salgadas. Então, o cordeiro já tem a carne salgada.
Depois do almoço, escolhemos o nosso hotel. Chiquérrimo ficar no Mont Saint-Michel! Só viajando no inverno mesmo... Descansamos um pouco no nosso quarto, com vista para o mar e depois fomos visitar a Abadia.
Ela foi realmente construída em cima do rochedo. As pedras funcionam como a estrutura da construção. A igreja abacial começou a ser construída no ano 1.000. A nave é uma abóboda revestida por traves de madeira, como vimos na Sala dos Estados, em Blois. Tinha até uma maquete para mostrar como funciona esse tipo de construção.
Construído em cima da "Merveille", fica o claustro, lindo! Assim como o claustro, as salas em arco são lindas.
Uma grande roda era usada para subir alimentos por uma rampa super inclinada até a abadia, que, em 1820, virou uma prisão.
Saindo da abadia, passeamos pelas muralhas da cidade. Exploramos vários caminhos e chegamos até a descer a uma "praia". A cidadela tem vários percursos diferentes. Deve ser legal se perder pelas ruelas, sem cair na rua principal.
Fomos até o carro para pegar umas coisinhas e aproveitamos para admirar o monte iluminado. Vê-lo de noite é espetacular! Pena que as fotos não refletem o que vemos ao vivo...
Jantamos no restaurante Auberge St. Pierre. Comemos uma assiete de fromage e duas pizzas, que estavam ótimas. Eu ainda tomei uma sidre, típica da região da Normandia. Valeu a pena descobrir que cidra é tudo igual, ruim em qualquer lugar!
Dia 12 - 09 de janeiro de 2011, domingo
Fico até na dúvida do que é mais bonito: o anoitecer ou o amanhecer no Mont Saint-Michel. Foi um privilégio ver o dia nascendo da janela do nosso quarto. Logo depois que o sol nasceu, foi incrível ver a maré, que subiu super rápido. Fiquei até com medo do carro largado lá no estacionamento, mas acho que os saint-michelinos sabem mais que nós... Cobriu todo o banco de areia por onde as pessoas caminhavam no dia anterior, para ver o outro de frente (ou de costas).
Tomamos café no La Belle Normande, um restaurante cuja atração principal são os passarinhos. A dona deixa uma massa de crepe em cima do balcão e os passarinhos invadem. Eles comem as migalhas do chão e até de cima da mesa. São engraçadinhos e bem atrevidos.
Deixamos o monte para trás e pegamos a estrada em direção à costa. As construções e casas da Normandia têm um estilo bem diferente do que vimos no Vale do Loire. São de pedra, de cor mais escura e com madeirame aparente.
A nossa primeira parada foi em Pointe du Hoc, que o guia descrevia como tendo uma "superfície lunar". Quando li, não associei bem ao que isso significava. Quando chegamos lá, entendi na hora. São dezenas de buracos enormes, com até 6m de profundidade, ao lado de bunkers de concreto e eixos onde ficavam presas as metralhadoras.
Quando estávamos chegando, no caminho que leva até a ponta, tinha dois buracões e eu falei, brincando, que deviam ser buracos de bomba. O pior é que eram mesmo...
Pointe du Hoc é o local que fica bem no meio, entre as praias de Utah e Omaha. Então, os americanos queriam destruir a artilharia alemã, que prejudicaria a tomada das duas praias. Hoje, o local é incrivelmente calmo e pacífico. Com céu azul, a grama verdinha, o mar tranquilo e os passarinhos cantando, a típica cena bucólica de filme.
Só faltam algumas placas com informações e explicações sobre a II Guerra. Com certeza o passeio ficaria bem mais interessante.
(* Na saída, vimos um passarinho arrancando e devorando uma minhoca inteira da terra!)
Em seguida, fomos ao Cemitério Americano. Não entendo como esse lugar não consta do guia da França. Além do cemitério, tem um museu sobre a Operação do Dia D, com vídeos, depoimentos de soldados, artigos originais (botas, cigarros, chicletes), além de informações super interessantes sobre a logística e o planejamento da Operação Overlord. Explicava questões como a conjunção dos fatores climáticos que possibilitaram o ataque (maré, lua cheia), e listava tudo que cada soldado precisava carregar, além de todo o material que era necessário para sustentar o ataque (comida, munição, armas).
É tudo muito bem feito, com bom gosto e cuidado. É tão bonito que chega a ser emocionante. O auge é a saída do museu, quando passamos por um corredor para chegar ao cemitério propriamente dito. Uma mulher vai lendo os nomes de todos os soldados enterrados lá. Fico arrepiada só de lembrar...
O cemitério é um brinco, grama aparada, cruzes branquinhas.
Daí, descemos até Omaha Beach, que estava com a maré alta e tinha uma faixa estreita de areia. Almoçamos num bar super simpa, de um casal velejador, Eolia.
Em Longues-Sur-Mer, tinha uma bateria de canhões alemães intactos, dentro dos seus bunkers. A última parada foi Arromanches, onde fica o cemitério de embarcações aliadas naufragadas pelos alemães, algumas na praia e outras no mar, formando uma linha de barcos.
Para quem gosta de II Guerra, super recomendo esse passeio. Se não tiver o dia inteiro, fique apenas com os dois primeiros locais: Pointe du Hoc e Cemitério Americano. São imperdíveis!
Terminamos o nosso dia em Honfleur, sugestão maravilhosa da minha tia.
Honfleur fica perto de Le Havre, uma de cada lado da foz do Sena. Sobre a foz do rio, a Ponte da Normandia se ergue monumental.
Como já tinha anoitecido, não conseguimos ter uma visão geral da cidade. Ficamos no hotel Le Cheval Blanc, com vista para o porto.
Saímos para passear e ainda pegamos algumas lojas abertas. A cidade é encantadora, com várias galerias de arte, com os artistas que tínhamos visto no Marais e que o Dani tinha adorado.
Jantamos no restaurante Le Deux Ponts (da Normandia e do porto de Honfleur). De entrada, comi Saint-Jacques e o Dani, uma assiete de fruits de mer, com o tempero da casa, nenhum! Mas, com o tempero dele, ficou ótimo. O meu prato principal foi um magret de canard e o Dani comeu camarões. Antes da sobremesa, ainda tinha uma assiete de fromage, com explicações da garçonete sobre a graduação, do mais fraco para o mais forte. Como digestivo, tomei um pommeau, uma mistura de cidra + calvados. Delícia!
Dia 11 - 08 de janeiro de 2011, sábadoComo não fomos para Saint-Malo ontem, caímos na estrada bem cedinho, não tinha nem amanhecido ainda. Vimos o sol nascer na estrada e o dia estava lindo. Mais perto do destino final, decidimos ir direto para o Mont Saint-Michel. Senão, teríamos que fazer um percurso de mais uns 50km até chegar lá só para deixar as malas. E ainda teríamos que ir até Saint-Michel.
A estradinha que leva até o Monte é incrível. A "cidade" fica em cima de uma pedra, no meio do nada, com o mar se ao redor, deixando-a totalmente isolada em certos períodos do ano, dependendo da maré.
Na entrada da cidade, tem uma placa dizendo até que horas o carro pode ficar no estacionamento. Na época em que estivemos lá, a maré não sobe o suficiente para cobrir o estacionamento. Ufa!
Entramos na cidadela e passeamos pela Grand Rue, as rua principal, onde fica o comércio e os restaurantes. Fomos até o final da rua, que chega à Abadia. A cidade é toda murada e tem torrões de onde podemos observar a paisagem ao redor.
O sino da igreja bateu 12h e subimos toda a escadaria para assistir à missa. (Quem só vai à missa, não precisa pagar. Eles dão um adesivo para você colar na roupa, dizendo que você não tem direito à visita da abadia, só vai assistir a missa.)
A nossa missa foi rezada na cripta. Devia ter umas 15 pessoas e mais 15 religiosos, entre padres e freiras. Foi toda cantada em francês e eu fui acompanhando pelo livro de cantos. Muito lindo, com um clima bem intimista. É uma oportunidade que não dá para perder!
No Mont Saint-Michel, o clima costuma ser bem nebuloso. Tem uma bruma que cobre o monte quase constantemente, alimentando o ar de mistério que paira por ali. Na saída da missa, tivemos o único momento de céu realmente azul do dia. Mas foi apenas um lampejo.
Saímos um pouco antes do fim e fomos almoçar. Primeiro, tentamos ir ao Mère Poulard, o mais famoso e mais caro da cidade. Estava "cheio" e o maitre não foi muito atencioso. Então, fomos ao Les Terrases Poulard, do mesmo grupo, mas mais simples. De entrada, comemos os famosos omeletes. Meu veredito: não é bom! Eles batem o ovo em neve e colocam essa espuma no prato, com um pequeno pedaço de omelete por cima. Vale a pena provar... do outro!
(No Mère Poulard, eles ficam batendo o omelete aos olhos dos clientes. É mais uma atração da casa.)
O prato principal típico é o agneau prè-sale, que é o cordeiro que fica pastando nas terras que cercam o monte. Como a maré cobre essas terras, elas ficam salgadas. Então, o cordeiro já tem a carne salgada.
Depois do almoço, escolhemos o nosso hotel. Chiquérrimo ficar no Mont Saint-Michel! Só viajando no inverno mesmo... Descansamos um pouco no nosso quarto, com vista para o mar e depois fomos visitar a Abadia.
Ela foi realmente construída em cima do rochedo. As pedras funcionam como a estrutura da construção. A igreja abacial começou a ser construída no ano 1.000. A nave é uma abóboda revestida por traves de madeira, como vimos na Sala dos Estados, em Blois. Tinha até uma maquete para mostrar como funciona esse tipo de construção.
Construído em cima da "Merveille", fica o claustro, lindo! Assim como o claustro, as salas em arco são lindas.
Uma grande roda era usada para subir alimentos por uma rampa super inclinada até a abadia, que, em 1820, virou uma prisão.
Saindo da abadia, passeamos pelas muralhas da cidade. Exploramos vários caminhos e chegamos até a descer a uma "praia". A cidadela tem vários percursos diferentes. Deve ser legal se perder pelas ruelas, sem cair na rua principal.
Fomos até o carro para pegar umas coisinhas e aproveitamos para admirar o monte iluminado. Vê-lo de noite é espetacular! Pena que as fotos não refletem o que vemos ao vivo...
Jantamos no restaurante Auberge St. Pierre. Comemos uma assiete de fromage e duas pizzas, que estavam ótimas. Eu ainda tomei uma sidre, típica da região da Normandia. Valeu a pena descobrir que cidra é tudo igual, ruim em qualquer lugar!
Dia 12 - 09 de janeiro de 2011, domingo
Fico até na dúvida do que é mais bonito: o anoitecer ou o amanhecer no Mont Saint-Michel. Foi um privilégio ver o dia nascendo da janela do nosso quarto. Logo depois que o sol nasceu, foi incrível ver a maré, que subiu super rápido. Fiquei até com medo do carro largado lá no estacionamento, mas acho que os saint-michelinos sabem mais que nós... Cobriu todo o banco de areia por onde as pessoas caminhavam no dia anterior, para ver o outro de frente (ou de costas).
Tomamos café no La Belle Normande, um restaurante cuja atração principal são os passarinhos. A dona deixa uma massa de crepe em cima do balcão e os passarinhos invadem. Eles comem as migalhas do chão e até de cima da mesa. São engraçadinhos e bem atrevidos.
Deixamos o monte para trás e pegamos a estrada em direção à costa. As construções e casas da Normandia têm um estilo bem diferente do que vimos no Vale do Loire. São de pedra, de cor mais escura e com madeirame aparente.
A nossa primeira parada foi em Pointe du Hoc, que o guia descrevia como tendo uma "superfície lunar". Quando li, não associei bem ao que isso significava. Quando chegamos lá, entendi na hora. São dezenas de buracos enormes, com até 6m de profundidade, ao lado de bunkers de concreto e eixos onde ficavam presas as metralhadoras.
Pointe du Hoc é o local que fica bem no meio, entre as praias de Utah e Omaha. Então, os americanos queriam destruir a artilharia alemã, que prejudicaria a tomada das duas praias. Hoje, o local é incrivelmente calmo e pacífico. Com céu azul, a grama verdinha, o mar tranquilo e os passarinhos cantando, a típica cena bucólica de filme.
Só faltam algumas placas com informações e explicações sobre a II Guerra. Com certeza o passeio ficaria bem mais interessante.
(* Na saída, vimos um passarinho arrancando e devorando uma minhoca inteira da terra!)
Em seguida, fomos ao Cemitério Americano. Não entendo como esse lugar não consta do guia da França. Além do cemitério, tem um museu sobre a Operação do Dia D, com vídeos, depoimentos de soldados, artigos originais (botas, cigarros, chicletes), além de informações super interessantes sobre a logística e o planejamento da Operação Overlord. Explicava questões como a conjunção dos fatores climáticos que possibilitaram o ataque (maré, lua cheia), e listava tudo que cada soldado precisava carregar, além de todo o material que era necessário para sustentar o ataque (comida, munição, armas).
É tudo muito bem feito, com bom gosto e cuidado. É tão bonito que chega a ser emocionante. O auge é a saída do museu, quando passamos por um corredor para chegar ao cemitério propriamente dito. Uma mulher vai lendo os nomes de todos os soldados enterrados lá. Fico arrepiada só de lembrar...
O cemitério é um brinco, grama aparada, cruzes branquinhas.
Daí, descemos até Omaha Beach, que estava com a maré alta e tinha uma faixa estreita de areia. Almoçamos num bar super simpa, de um casal velejador, Eolia.
Em Longues-Sur-Mer, tinha uma bateria de canhões alemães intactos, dentro dos seus bunkers. A última parada foi Arromanches, onde fica o cemitério de embarcações aliadas naufragadas pelos alemães, algumas na praia e outras no mar, formando uma linha de barcos.
Para quem gosta de II Guerra, super recomendo esse passeio. Se não tiver o dia inteiro, fique apenas com os dois primeiros locais: Pointe du Hoc e Cemitério Americano. São imperdíveis!
Terminamos o nosso dia em Honfleur, sugestão maravilhosa da minha tia.
Honfleur fica perto de Le Havre, uma de cada lado da foz do Sena. Sobre a foz do rio, a Ponte da Normandia se ergue monumental.
Como já tinha anoitecido, não conseguimos ter uma visão geral da cidade. Ficamos no hotel Le Cheval Blanc, com vista para o porto.
Saímos para passear e ainda pegamos algumas lojas abertas. A cidade é encantadora, com várias galerias de arte, com os artistas que tínhamos visto no Marais e que o Dani tinha adorado.
Jantamos no restaurante Le Deux Ponts (da Normandia e do porto de Honfleur). De entrada, comi Saint-Jacques e o Dani, uma assiete de fruits de mer, com o tempero da casa, nenhum! Mas, com o tempero dele, ficou ótimo. O meu prato principal foi um magret de canard e o Dani comeu camarões. Antes da sobremesa, ainda tinha uma assiete de fromage, com explicações da garçonete sobre a graduação, do mais fraco para o mais forte. Como digestivo, tomei um pommeau, uma mistura de cidra + calvados. Delícia!
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