Viagem França 2010 / 2011 - Parte 6
Dia 13 - 10 de janeiro de 2011, segunda-feiraAmanhecer em Honfleur, com o sol nascendo sobre o porto, na frente da janela do nosso quarto, foi lindo demais! Tomamos café com o céu rosa rosa!
Assim que o céu clareou mais um pouco, demos uma volta rápida pela cidade. Foi realmente rápida (menos de 1 hora), mas a cidade é bem pequena. Como estava tudo fechado ainda, só passeamos pelas ruas e pelo cais. O porto é separado do braço do rio Sena (!) por uma ponte que dá acesso à cidade. Quando os braços precisam sair, a ponte levanta. Parece um "cou de sac".
O casario é lindo, com prédios baixos e bem conservados. É realmente uma cidade imperdível. Gracias, Valeria!!!
(Essa última foto merece até virar quadro, né?)
Depois de uns 30 minutos de passeio, pegamos o carro e caímos na estrada em direção a Paris.
Na estrada, os campos estavam todos geados, cobertos por uma camada fina de gelo, bem esbranquiçado. No início, não entendíamos nem bem o que era...
PARIS - ORLY - PORTO - SANTIAGO DE COMPOSTELA
Chegamos no aeroporto do Porto, pegamos o carro e seguimos direto para Santiago, a cidade em que sempre chove.
Deixamos as coisas no hotel, que fica bem pertinho do centro histórico (ou casco viejo), e fomos dar uma volta. As lojas estavam todas abertas e a cidade é uma graça. Fomos até a praça da Catedral pela Rúa do Vilar e voltamos pela Rúa Nova.
Jantamos num ótimo restaurante de tapas. Mais espanhol impossível: A Taverna do Bispo.
Dia 14 - 11 de janeiro de 2011, terça-feira
Hoje, passeamos por todo o centro antigo e suas ruas com galerias. Andamos meio a esmo, sem planejar muito, sem ter um ponto fixo aonde chegar. Simplesmente andamos. De vez em quando, recorríamos ao mapa para ver onde estávamos e o que tinha por ali.
Passamos pela praça da Universidade e pelo mercado de Abastos, com as senhorinhas vendendo seus queijos, legumes e os quiosques com carnes, embutidos e pedaços de animais. Adoro mercados!
No fim do mercado, fica a igreja de Santo Agostinho. Entramos e estava tendo uma missa. Bem nessa hora, o padre estava rezando o Pai Nosso. Foi lindo.
Passamos pela Praza de Cervantes e de Imaculada, indo em direção à Catedral.
Por dentro, a igreja é linda. O altar é fenomenal, todo de ouro. O botafumeiro fica pendurado por uma roldana enorme. Subimos no altar e descemos até a cripta.
Como as coisas estavam começando a fechar e também começava a chover um pouco mais forte, paramos para comer no mesmo restaurante de ontem, só que sentamos na barra. Foi tudo ótimo de novo, inclusive o atendimento.
Passamos no Hostal dos Reyes Católicos (um hotel 4 estrelas) e reservamos uma mesa para jantar no Restaurante Los Reyes (dica da mama).
Fomos caminhando até o Passeo da Ferradura, que tem uma vista linda da Catedral.
Como a chuva estava apertando de novo e tudo tinha fechado, seguimos a tradição da cidade (e do país) e fomos tirar uma siesta.
Saímos mais tarde e tentamos assistir a missa, mas, com a confusão de horários Portugual - Espanha - França, acabamos perdendo a hora.
Então, fomos direto jantar.
O restaurante é lindo e o serviço muito atencioso. Fomos recebidos com uma taça de espumante rosé. De entrada, dividimos zamburiñas (vieiras). Eu comi lomo de javali (delicioso e muito macio) e o Dani, uma paleta de cordeiro sensacional! De sobremesa, crepe de maçã e, para fechar, um moscatel.
Great night!
Juntei o gosto por viagens da minha mãe com o gosto pela escrita da Nonna e deu nisso: um relato detalhado das minhas viagens pelo mundo, com minhas memórias, lembranças, impressões, dicas, curiosidades, likes e dislikes, do's e dont's.
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sábado, 26 de fevereiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Normandia - Saint Michel e a guerra
Viagem França 2010 / 2011 - Parte 5
Dia 11 - 08 de janeiro de 2011, sábadoComo não fomos para Saint-Malo ontem, caímos na estrada bem cedinho, não tinha nem amanhecido ainda. Vimos o sol nascer na estrada e o dia estava lindo. Mais perto do destino final, decidimos ir direto para o Mont Saint-Michel. Senão, teríamos que fazer um percurso de mais uns 50km até chegar lá só para deixar as malas. E ainda teríamos que ir até Saint-Michel.
A estradinha que leva até o Monte é incrível. A "cidade" fica em cima de uma pedra, no meio do nada, com o mar se ao redor, deixando-a totalmente isolada em certos períodos do ano, dependendo da maré.
Na entrada da cidade, tem uma placa dizendo até que horas o carro pode ficar no estacionamento. Na época em que estivemos lá, a maré não sobe o suficiente para cobrir o estacionamento. Ufa!
Entramos na cidadela e passeamos pela Grand Rue, as rua principal, onde fica o comércio e os restaurantes. Fomos até o final da rua, que chega à Abadia. A cidade é toda murada e tem torrões de onde podemos observar a paisagem ao redor.
O sino da igreja bateu 12h e subimos toda a escadaria para assistir à missa. (Quem só vai à missa, não precisa pagar. Eles dão um adesivo para você colar na roupa, dizendo que você não tem direito à visita da abadia, só vai assistir a missa.)
A nossa missa foi rezada na cripta. Devia ter umas 15 pessoas e mais 15 religiosos, entre padres e freiras. Foi toda cantada em francês e eu fui acompanhando pelo livro de cantos. Muito lindo, com um clima bem intimista. É uma oportunidade que não dá para perder!
No Mont Saint-Michel, o clima costuma ser bem nebuloso. Tem uma bruma que cobre o monte quase constantemente, alimentando o ar de mistério que paira por ali. Na saída da missa, tivemos o único momento de céu realmente azul do dia. Mas foi apenas um lampejo.
Saímos um pouco antes do fim e fomos almoçar. Primeiro, tentamos ir ao Mère Poulard, o mais famoso e mais caro da cidade. Estava "cheio" e o maitre não foi muito atencioso. Então, fomos ao Les Terrases Poulard, do mesmo grupo, mas mais simples. De entrada, comemos os famosos omeletes. Meu veredito: não é bom! Eles batem o ovo em neve e colocam essa espuma no prato, com um pequeno pedaço de omelete por cima. Vale a pena provar... do outro!
(No Mère Poulard, eles ficam batendo o omelete aos olhos dos clientes. É mais uma atração da casa.)
O prato principal típico é o agneau prè-sale, que é o cordeiro que fica pastando nas terras que cercam o monte. Como a maré cobre essas terras, elas ficam salgadas. Então, o cordeiro já tem a carne salgada.
Depois do almoço, escolhemos o nosso hotel. Chiquérrimo ficar no Mont Saint-Michel! Só viajando no inverno mesmo... Descansamos um pouco no nosso quarto, com vista para o mar e depois fomos visitar a Abadia.
Ela foi realmente construída em cima do rochedo. As pedras funcionam como a estrutura da construção. A igreja abacial começou a ser construída no ano 1.000. A nave é uma abóboda revestida por traves de madeira, como vimos na Sala dos Estados, em Blois. Tinha até uma maquete para mostrar como funciona esse tipo de construção.
Construído em cima da "Merveille", fica o claustro, lindo! Assim como o claustro, as salas em arco são lindas.
Uma grande roda era usada para subir alimentos por uma rampa super inclinada até a abadia, que, em 1820, virou uma prisão.
Saindo da abadia, passeamos pelas muralhas da cidade. Exploramos vários caminhos e chegamos até a descer a uma "praia". A cidadela tem vários percursos diferentes. Deve ser legal se perder pelas ruelas, sem cair na rua principal.
Fomos até o carro para pegar umas coisinhas e aproveitamos para admirar o monte iluminado. Vê-lo de noite é espetacular! Pena que as fotos não refletem o que vemos ao vivo...
Jantamos no restaurante Auberge St. Pierre. Comemos uma assiete de fromage e duas pizzas, que estavam ótimas. Eu ainda tomei uma sidre, típica da região da Normandia. Valeu a pena descobrir que cidra é tudo igual, ruim em qualquer lugar!
Dia 12 - 09 de janeiro de 2011, domingo
Fico até na dúvida do que é mais bonito: o anoitecer ou o amanhecer no Mont Saint-Michel. Foi um privilégio ver o dia nascendo da janela do nosso quarto. Logo depois que o sol nasceu, foi incrível ver a maré, que subiu super rápido. Fiquei até com medo do carro largado lá no estacionamento, mas acho que os saint-michelinos sabem mais que nós... Cobriu todo o banco de areia por onde as pessoas caminhavam no dia anterior, para ver o outro de frente (ou de costas).
Tomamos café no La Belle Normande, um restaurante cuja atração principal são os passarinhos. A dona deixa uma massa de crepe em cima do balcão e os passarinhos invadem. Eles comem as migalhas do chão e até de cima da mesa. São engraçadinhos e bem atrevidos.
Deixamos o monte para trás e pegamos a estrada em direção à costa. As construções e casas da Normandia têm um estilo bem diferente do que vimos no Vale do Loire. São de pedra, de cor mais escura e com madeirame aparente.
A nossa primeira parada foi em Pointe du Hoc, que o guia descrevia como tendo uma "superfície lunar". Quando li, não associei bem ao que isso significava. Quando chegamos lá, entendi na hora. São dezenas de buracos enormes, com até 6m de profundidade, ao lado de bunkers de concreto e eixos onde ficavam presas as metralhadoras.
Quando estávamos chegando, no caminho que leva até a ponta, tinha dois buracões e eu falei, brincando, que deviam ser buracos de bomba. O pior é que eram mesmo...
Pointe du Hoc é o local que fica bem no meio, entre as praias de Utah e Omaha. Então, os americanos queriam destruir a artilharia alemã, que prejudicaria a tomada das duas praias. Hoje, o local é incrivelmente calmo e pacífico. Com céu azul, a grama verdinha, o mar tranquilo e os passarinhos cantando, a típica cena bucólica de filme.
Só faltam algumas placas com informações e explicações sobre a II Guerra. Com certeza o passeio ficaria bem mais interessante.
(* Na saída, vimos um passarinho arrancando e devorando uma minhoca inteira da terra!)
Em seguida, fomos ao Cemitério Americano. Não entendo como esse lugar não consta do guia da França. Além do cemitério, tem um museu sobre a Operação do Dia D, com vídeos, depoimentos de soldados, artigos originais (botas, cigarros, chicletes), além de informações super interessantes sobre a logística e o planejamento da Operação Overlord. Explicava questões como a conjunção dos fatores climáticos que possibilitaram o ataque (maré, lua cheia), e listava tudo que cada soldado precisava carregar, além de todo o material que era necessário para sustentar o ataque (comida, munição, armas).
É tudo muito bem feito, com bom gosto e cuidado. É tão bonito que chega a ser emocionante. O auge é a saída do museu, quando passamos por um corredor para chegar ao cemitério propriamente dito. Uma mulher vai lendo os nomes de todos os soldados enterrados lá. Fico arrepiada só de lembrar...
O cemitério é um brinco, grama aparada, cruzes branquinhas.
Daí, descemos até Omaha Beach, que estava com a maré alta e tinha uma faixa estreita de areia. Almoçamos num bar super simpa, de um casal velejador, Eolia.
Em Longues-Sur-Mer, tinha uma bateria de canhões alemães intactos, dentro dos seus bunkers. A última parada foi Arromanches, onde fica o cemitério de embarcações aliadas naufragadas pelos alemães, algumas na praia e outras no mar, formando uma linha de barcos.
Para quem gosta de II Guerra, super recomendo esse passeio. Se não tiver o dia inteiro, fique apenas com os dois primeiros locais: Pointe du Hoc e Cemitério Americano. São imperdíveis!
Terminamos o nosso dia em Honfleur, sugestão maravilhosa da minha tia.
Honfleur fica perto de Le Havre, uma de cada lado da foz do Sena. Sobre a foz do rio, a Ponte da Normandia se ergue monumental.
Como já tinha anoitecido, não conseguimos ter uma visão geral da cidade. Ficamos no hotel Le Cheval Blanc, com vista para o porto.
Saímos para passear e ainda pegamos algumas lojas abertas. A cidade é encantadora, com várias galerias de arte, com os artistas que tínhamos visto no Marais e que o Dani tinha adorado.
Jantamos no restaurante Le Deux Ponts (da Normandia e do porto de Honfleur). De entrada, comi Saint-Jacques e o Dani, uma assiete de fruits de mer, com o tempero da casa, nenhum! Mas, com o tempero dele, ficou ótimo. O meu prato principal foi um magret de canard e o Dani comeu camarões. Antes da sobremesa, ainda tinha uma assiete de fromage, com explicações da garçonete sobre a graduação, do mais fraco para o mais forte. Como digestivo, tomei um pommeau, uma mistura de cidra + calvados. Delícia!
Dia 11 - 08 de janeiro de 2011, sábadoComo não fomos para Saint-Malo ontem, caímos na estrada bem cedinho, não tinha nem amanhecido ainda. Vimos o sol nascer na estrada e o dia estava lindo. Mais perto do destino final, decidimos ir direto para o Mont Saint-Michel. Senão, teríamos que fazer um percurso de mais uns 50km até chegar lá só para deixar as malas. E ainda teríamos que ir até Saint-Michel.
A estradinha que leva até o Monte é incrível. A "cidade" fica em cima de uma pedra, no meio do nada, com o mar se ao redor, deixando-a totalmente isolada em certos períodos do ano, dependendo da maré.
Na entrada da cidade, tem uma placa dizendo até que horas o carro pode ficar no estacionamento. Na época em que estivemos lá, a maré não sobe o suficiente para cobrir o estacionamento. Ufa!
Entramos na cidadela e passeamos pela Grand Rue, as rua principal, onde fica o comércio e os restaurantes. Fomos até o final da rua, que chega à Abadia. A cidade é toda murada e tem torrões de onde podemos observar a paisagem ao redor.
O sino da igreja bateu 12h e subimos toda a escadaria para assistir à missa. (Quem só vai à missa, não precisa pagar. Eles dão um adesivo para você colar na roupa, dizendo que você não tem direito à visita da abadia, só vai assistir a missa.)
A nossa missa foi rezada na cripta. Devia ter umas 15 pessoas e mais 15 religiosos, entre padres e freiras. Foi toda cantada em francês e eu fui acompanhando pelo livro de cantos. Muito lindo, com um clima bem intimista. É uma oportunidade que não dá para perder!
No Mont Saint-Michel, o clima costuma ser bem nebuloso. Tem uma bruma que cobre o monte quase constantemente, alimentando o ar de mistério que paira por ali. Na saída da missa, tivemos o único momento de céu realmente azul do dia. Mas foi apenas um lampejo.
Saímos um pouco antes do fim e fomos almoçar. Primeiro, tentamos ir ao Mère Poulard, o mais famoso e mais caro da cidade. Estava "cheio" e o maitre não foi muito atencioso. Então, fomos ao Les Terrases Poulard, do mesmo grupo, mas mais simples. De entrada, comemos os famosos omeletes. Meu veredito: não é bom! Eles batem o ovo em neve e colocam essa espuma no prato, com um pequeno pedaço de omelete por cima. Vale a pena provar... do outro!
(No Mère Poulard, eles ficam batendo o omelete aos olhos dos clientes. É mais uma atração da casa.)
O prato principal típico é o agneau prè-sale, que é o cordeiro que fica pastando nas terras que cercam o monte. Como a maré cobre essas terras, elas ficam salgadas. Então, o cordeiro já tem a carne salgada.
Depois do almoço, escolhemos o nosso hotel. Chiquérrimo ficar no Mont Saint-Michel! Só viajando no inverno mesmo... Descansamos um pouco no nosso quarto, com vista para o mar e depois fomos visitar a Abadia.
Ela foi realmente construída em cima do rochedo. As pedras funcionam como a estrutura da construção. A igreja abacial começou a ser construída no ano 1.000. A nave é uma abóboda revestida por traves de madeira, como vimos na Sala dos Estados, em Blois. Tinha até uma maquete para mostrar como funciona esse tipo de construção.
Construído em cima da "Merveille", fica o claustro, lindo! Assim como o claustro, as salas em arco são lindas.
Uma grande roda era usada para subir alimentos por uma rampa super inclinada até a abadia, que, em 1820, virou uma prisão.
Saindo da abadia, passeamos pelas muralhas da cidade. Exploramos vários caminhos e chegamos até a descer a uma "praia". A cidadela tem vários percursos diferentes. Deve ser legal se perder pelas ruelas, sem cair na rua principal.
Fomos até o carro para pegar umas coisinhas e aproveitamos para admirar o monte iluminado. Vê-lo de noite é espetacular! Pena que as fotos não refletem o que vemos ao vivo...
Jantamos no restaurante Auberge St. Pierre. Comemos uma assiete de fromage e duas pizzas, que estavam ótimas. Eu ainda tomei uma sidre, típica da região da Normandia. Valeu a pena descobrir que cidra é tudo igual, ruim em qualquer lugar!
Dia 12 - 09 de janeiro de 2011, domingo
Fico até na dúvida do que é mais bonito: o anoitecer ou o amanhecer no Mont Saint-Michel. Foi um privilégio ver o dia nascendo da janela do nosso quarto. Logo depois que o sol nasceu, foi incrível ver a maré, que subiu super rápido. Fiquei até com medo do carro largado lá no estacionamento, mas acho que os saint-michelinos sabem mais que nós... Cobriu todo o banco de areia por onde as pessoas caminhavam no dia anterior, para ver o outro de frente (ou de costas).
Tomamos café no La Belle Normande, um restaurante cuja atração principal são os passarinhos. A dona deixa uma massa de crepe em cima do balcão e os passarinhos invadem. Eles comem as migalhas do chão e até de cima da mesa. São engraçadinhos e bem atrevidos.
Deixamos o monte para trás e pegamos a estrada em direção à costa. As construções e casas da Normandia têm um estilo bem diferente do que vimos no Vale do Loire. São de pedra, de cor mais escura e com madeirame aparente.
A nossa primeira parada foi em Pointe du Hoc, que o guia descrevia como tendo uma "superfície lunar". Quando li, não associei bem ao que isso significava. Quando chegamos lá, entendi na hora. São dezenas de buracos enormes, com até 6m de profundidade, ao lado de bunkers de concreto e eixos onde ficavam presas as metralhadoras.
Pointe du Hoc é o local que fica bem no meio, entre as praias de Utah e Omaha. Então, os americanos queriam destruir a artilharia alemã, que prejudicaria a tomada das duas praias. Hoje, o local é incrivelmente calmo e pacífico. Com céu azul, a grama verdinha, o mar tranquilo e os passarinhos cantando, a típica cena bucólica de filme.
Só faltam algumas placas com informações e explicações sobre a II Guerra. Com certeza o passeio ficaria bem mais interessante.
(* Na saída, vimos um passarinho arrancando e devorando uma minhoca inteira da terra!)
Em seguida, fomos ao Cemitério Americano. Não entendo como esse lugar não consta do guia da França. Além do cemitério, tem um museu sobre a Operação do Dia D, com vídeos, depoimentos de soldados, artigos originais (botas, cigarros, chicletes), além de informações super interessantes sobre a logística e o planejamento da Operação Overlord. Explicava questões como a conjunção dos fatores climáticos que possibilitaram o ataque (maré, lua cheia), e listava tudo que cada soldado precisava carregar, além de todo o material que era necessário para sustentar o ataque (comida, munição, armas).
É tudo muito bem feito, com bom gosto e cuidado. É tão bonito que chega a ser emocionante. O auge é a saída do museu, quando passamos por um corredor para chegar ao cemitério propriamente dito. Uma mulher vai lendo os nomes de todos os soldados enterrados lá. Fico arrepiada só de lembrar...
O cemitério é um brinco, grama aparada, cruzes branquinhas.
Daí, descemos até Omaha Beach, que estava com a maré alta e tinha uma faixa estreita de areia. Almoçamos num bar super simpa, de um casal velejador, Eolia.
Em Longues-Sur-Mer, tinha uma bateria de canhões alemães intactos, dentro dos seus bunkers. A última parada foi Arromanches, onde fica o cemitério de embarcações aliadas naufragadas pelos alemães, algumas na praia e outras no mar, formando uma linha de barcos.
Para quem gosta de II Guerra, super recomendo esse passeio. Se não tiver o dia inteiro, fique apenas com os dois primeiros locais: Pointe du Hoc e Cemitério Americano. São imperdíveis!
Terminamos o nosso dia em Honfleur, sugestão maravilhosa da minha tia.
Honfleur fica perto de Le Havre, uma de cada lado da foz do Sena. Sobre a foz do rio, a Ponte da Normandia se ergue monumental.
Como já tinha anoitecido, não conseguimos ter uma visão geral da cidade. Ficamos no hotel Le Cheval Blanc, com vista para o porto.
Saímos para passear e ainda pegamos algumas lojas abertas. A cidade é encantadora, com várias galerias de arte, com os artistas que tínhamos visto no Marais e que o Dani tinha adorado.
Jantamos no restaurante Le Deux Ponts (da Normandia e do porto de Honfleur). De entrada, comi Saint-Jacques e o Dani, uma assiete de fruits de mer, com o tempero da casa, nenhum! Mas, com o tempero dele, ficou ótimo. O meu prato principal foi um magret de canard e o Dani comeu camarões. Antes da sobremesa, ainda tinha uma assiete de fromage, com explicações da garçonete sobre a graduação, do mais fraco para o mais forte. Como digestivo, tomei um pommeau, uma mistura de cidra + calvados. Delícia!
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Vale do Loire - Fontenay, Natalie e o Loire
Viagem França 2010 / 2011 - Parte 4
Dia 8 - 05 de janeiro de 2011, quarta-feira
Este foi um dia de trânsito. Tivemos que arrumar as malas de 1 semana de uso e compras e deixar o nosso apartamento!
Pegamos o carro e saímos de Paris, em direção ao Vale do Loire. Fomos sem GPS, usando apenas um mapa (que compramos na estrada) e o mapa do iPad, que, no final das contas, foi muito melhor que o GPS. Ele mostrava as microcidades no detalhes. Foi ótimo mesmo! (Mas depois, na Normandia, deu pau. O iPad não baixava mais os mapas sem internet...)
Tentamos parar em Chartres para almoçar, onde fica a maior catedral gótica da Europa. É realmente enorme e bem imponente, no topo da cidade. Como já eram mais de 15h, todos os restaurantes estavam fechados. O tempo estava bem feio, então achamos melhor comer um sanduíche e seguir caminho.
O nosso destino final era o Le Clos de Fontenay, um chambre d'hôte (http://www.leclosdefontenay.com/). São pessoas que alugam quartos das suas casas, como se fosse um bed and breakfast. No nosso caso, era um castelo lindíssimo.
Além da casa principal, o castelo tem duas casinhas menores aos lados. (Do lado esquerdo da foto, dá até para ver uma pontinha.) São as chamadas gîtes. É uma casa com sala, cozinha, sala de jantar e mais de um quarto. Como os quartos da casa estavam em reformas, ficamos na gîte pelo mesmo preço.
Nas nossas conversas matutinas com a Natalie, dona do château, ela contou que, junto com o marido, compraram o castelo há quase 5 anos, para acomodar toda a família, que é bem grande. (Eles têm 4 filhos, ela tem 3 irmãos e ele também.) O marido trabalha em Paris e vai para o Loire nos fins de semana. A propriedade também tem uma vinícola e eles exportam vinho. Ganhamos duas garrafas de presente! Além disso, o rio Cher passa em frente à casa e, no verão, eles se banham no Cher.
Bem, quando chegamos ao château, já estava escuro. Eram mais de 6 horas. Deixamos as coisas e saímos para jantar em Amboise, que fica a uns 10 km. Quase tudo na cidade estava fechado, mas achamos um restaurante bem simpático e com boa comida: Chez Hippeau. (*Detalhe apenas para a garçonete, que não devia tomar banho há umas 2 semanas. Que costume horrível esse dos franceses!)
Dia 9 - 06 de janeiro de 2011, quinta-feira
O dia começou no castelo, com o café da manhã preparado pela Natalie. As geleias, o bolo e o suco de laranja eram todos hand made. Só fiquei na dúvida do pão. É tudo muito bem cuidado e arrumado, desde os talheres, até a lareira acessa. Puro glamour!
Saímos do nosso château para ir ao Château de Chenonceau, construído sobre o rio Cher. O castelo foi um presente de Henrique II à sua preferida, Diane de Poitiers. Mas, após a morte do rei, sua esposa, Catarina de Médicis, exigiu o castelo de volta. (Adoro romance histórico e histórias de reis e rainhas!!! Se alguém tiver algum, pode me indicar e emprestar.)
Catarina de Médicis foi a responsável pela construção das galerias sobre o Cher, em cima da ponte que já havia sido erguida por Diane. Os jardins também foram crescendo à medida que o castelo mudava de mãos.
Chenonceau é conhecido como o castelo das damas, porque todas as modificações importantes foram realizadas por elas.
Embora fosse inverno, os jardins estavam muito bonitos, mesmo que não totalmente floridos. Entramos por um jardim enorme, que tem até um labirinto. Na frente do castelo, ficam os jardins de Diane de Poitiers e, atrás, os de Catarina de Médicis.
A imagem do castelo sobre o rio é impressionante, de uma criatividade e ousadia enorme! Eles tiveram até que mudar ligeiramente o curso do Cher.
O audioguia de Chenonceau é muito bacana. É um ipod que mostra a imagem dos ambientes ou quadros que estão sendo mencionados. Muito melhor do que dizer: o terceiro quadro à esquerda da cama...
O castelo é divido na torre principal e na galeria sobre o rio. Sobre o rio, fica o salão de baile. (O segundo andar estava fechado.). Na torre principal, ficam os quartos, cozinhas e demais ambientes.
As cozinhas deste castelo são os aposentos mais interessantes, muito bem decorados e paramentados. Durante a II Guerra, elas se transformaram em um hospital para soldados.
Daí, continuamos até Amboise. Passeamos um pouco pela pequena cidade e comemos um croque monsieur para não perder tempo com o almoço, afinal os castelos fecham as 17h. Se ficarmos 1h sentamos comendo, não conseguimos ver tudo...
Primeiro, fomos ao Clos Lucé, o castelo onde Leonardo da Vinci passou os últimos três anos da sua vida e morreu. O quarto e o escritório estavam fechados para visita e o restante da casa não tinha nada demais. A parte mais legal era a sala das maquetes, que incluía também vídeos explicativos (bem didáticos e nada longos ou cansativos) e rascunhos de cada invenção.
No jardim, tem várias das invenções em tamanho real, com mecanismos que realmente funcionam. Levantamos uma pedra através de roldanas, giramos o pirocóptero, etc.
Então, fomos ao Chateau Royal d'Amboise. Subindo a rampa, chegamos aos jardins do castelo. Na capela à esquerda, dizem que estão enterradas as cinzas de Leonardo da Vinci.
No castelo, construído em L, há vários salões decorados à moda de Francisco I, o rei que mais mandou nos castelos do Loire. A Tour des Minimes, um dos pontos principais do castelo, é uma rampa enorme, que leva até o topo do castelo. Cavaleiros podiam subir a cavalo por aí.
Terminamos o dia em Loches, uma cidade que está um pouco fora do circuito tradicional do Loire, mas que nos foi indicada pela Natalie. Além da cidade moderna, fomos caminhando até a cidade medieval, ainda murada, com enormes e imponentes portões góticos. Caminhamos até o topo do Logis Royal (o castelo) e ao Donjon (a masmorra), que domina a paisagem de toda a cidade.
Como já eram mais de 17h, os dois estavam fechados, mas, enquanto descíamos, a cidade medieval se iluminou! Foi lindo ver tudo iluminado e valeu super a pena, embora não tenhamos entrado na masmorra.
Descemos até a cidade e sentamos para tomar um porto, enquanto esperávamos o restaurante abrir. No fundo, a questão do horário de funcinoamento é super compreesível. Esse restaurante abriu para três mesas. Só três mesas! Ninguém se sustenta assim. E era ótimo!
* Detalhe para o francês que largou a bicicleta com um pão preso no assento de trás e sentou com amigos para beber do nosso lado. Só que começou a chover. É muito francês mesmo... (Só não sei se dá para ver bem na foto.)
Dia 10 - 07 de janeiro de 2011, sexta-feira
Para o café da manhã de hoje, a Natalie fez uma torta de maça de-li-ci-o-sa! (O Dani me incumbiu até de pedir a receita!) Só que ela fez a torta e deixou no forno enquanto levava o filho até a estação de Blèrè, para ele pegar o trem para Tours. Só que, nesse dia, não tinha trem. Aí, ela teve que levá-lo até Tours. Resultado: a nossa torta ficou meio chamuscada, mas, mesmo assim, comemos metade!
A primeira parada de hoje foi Chambord, o maior dos catelos do Loire, também obra dos caprichos de Francisco I.
O castelo de Chambord era um refúgio de caça do rei. E no dia em fomos, em pleno ano de 2011, o acesso ao castelo estava fechado porque era dia de caça! Tivemos que dar uma volta bem grande, por estradinhas de mão dupla onde só cabia um carro.
O castelo é realmente enorme por fora, com quatro torreões, um em cada canto, e diversas torres no meio.
A visita não tem um percurso pré-estabelecido, o que dificulta um pouco, principalmente porque o castelo é quase um labirinto e gigantesco. Um quarto vai levando para outro e outro e outro.
A entrada principal é a sala de guardas, o hall em cruz de cada andar, que leva para os quartos. A escada é monumental e foi desenhada por da Vinci de modo que quem sobe nunca se cruza com quem desce.
A parada seguinte foi a cidade de Blois, bem maior que estas outras. Visto do outro lado do rio Loire, a cidade é linda!
A segunda ala é a flamejante, de Luis XII, do início do século XII, construída de pedra e tijolo.
Depois, vem a ala de Francisco I, do renascimento, com uma escada em caracol parecido com a de Chambord. Os apartamentos e aposentos decorados são espetaculares. Os quartos dos reis são lindos e foi aí que Catarina de Médicis morreu. Nesse castelo, tem tanto a salamandra de Francisco I quanto o porco-espinho de Luis XII.
Segundo o programa, iríamos direto para Saint-Malo, mas já eram mais de 5h e estava chuviscando. Então, achamos melhor não pegar a estrada e ficar em Blois. Passeamos pela cidade, vimos o comércio e jantamos no restaurante La Triboulette.
Novamente, aquele estilo bem francês, com o homem na cozinha e a mulher no salão. No início, só estávamos nós no restaurante e a mulher não parava de mexer na lareira, colocando mais lenha, atiçando o fogo. A gente até comentou que não precisava de tanto, que já estava bem quentinho. De repente, ela passa com o bifão cru do Dani e coloca em cima da grelha, na lareira. Ela fritou o bifé la mesmo!
Eu comi um prato de Saint-Jacques que estava espetacular!
Dia 8 - 05 de janeiro de 2011, quarta-feira
Este foi um dia de trânsito. Tivemos que arrumar as malas de 1 semana de uso e compras e deixar o nosso apartamento!
Pegamos o carro e saímos de Paris, em direção ao Vale do Loire. Fomos sem GPS, usando apenas um mapa (que compramos na estrada) e o mapa do iPad, que, no final das contas, foi muito melhor que o GPS. Ele mostrava as microcidades no detalhes. Foi ótimo mesmo! (Mas depois, na Normandia, deu pau. O iPad não baixava mais os mapas sem internet...)
Tentamos parar em Chartres para almoçar, onde fica a maior catedral gótica da Europa. É realmente enorme e bem imponente, no topo da cidade. Como já eram mais de 15h, todos os restaurantes estavam fechados. O tempo estava bem feio, então achamos melhor comer um sanduíche e seguir caminho.
O nosso destino final era o Le Clos de Fontenay, um chambre d'hôte (http://www.leclosdefontenay.com/). São pessoas que alugam quartos das suas casas, como se fosse um bed and breakfast. No nosso caso, era um castelo lindíssimo.
Além da casa principal, o castelo tem duas casinhas menores aos lados. (Do lado esquerdo da foto, dá até para ver uma pontinha.) São as chamadas gîtes. É uma casa com sala, cozinha, sala de jantar e mais de um quarto. Como os quartos da casa estavam em reformas, ficamos na gîte pelo mesmo preço.
Nas nossas conversas matutinas com a Natalie, dona do château, ela contou que, junto com o marido, compraram o castelo há quase 5 anos, para acomodar toda a família, que é bem grande. (Eles têm 4 filhos, ela tem 3 irmãos e ele também.) O marido trabalha em Paris e vai para o Loire nos fins de semana. A propriedade também tem uma vinícola e eles exportam vinho. Ganhamos duas garrafas de presente! Além disso, o rio Cher passa em frente à casa e, no verão, eles se banham no Cher.
Bem, quando chegamos ao château, já estava escuro. Eram mais de 6 horas. Deixamos as coisas e saímos para jantar em Amboise, que fica a uns 10 km. Quase tudo na cidade estava fechado, mas achamos um restaurante bem simpático e com boa comida: Chez Hippeau. (*Detalhe apenas para a garçonete, que não devia tomar banho há umas 2 semanas. Que costume horrível esse dos franceses!)
Dia 9 - 06 de janeiro de 2011, quinta-feira
O dia começou no castelo, com o café da manhã preparado pela Natalie. As geleias, o bolo e o suco de laranja eram todos hand made. Só fiquei na dúvida do pão. É tudo muito bem cuidado e arrumado, desde os talheres, até a lareira acessa. Puro glamour!
Saímos do nosso château para ir ao Château de Chenonceau, construído sobre o rio Cher. O castelo foi um presente de Henrique II à sua preferida, Diane de Poitiers. Mas, após a morte do rei, sua esposa, Catarina de Médicis, exigiu o castelo de volta. (Adoro romance histórico e histórias de reis e rainhas!!! Se alguém tiver algum, pode me indicar e emprestar.)
Catarina de Médicis foi a responsável pela construção das galerias sobre o Cher, em cima da ponte que já havia sido erguida por Diane. Os jardins também foram crescendo à medida que o castelo mudava de mãos.
Chenonceau é conhecido como o castelo das damas, porque todas as modificações importantes foram realizadas por elas.
Embora fosse inverno, os jardins estavam muito bonitos, mesmo que não totalmente floridos. Entramos por um jardim enorme, que tem até um labirinto. Na frente do castelo, ficam os jardins de Diane de Poitiers e, atrás, os de Catarina de Médicis.
A imagem do castelo sobre o rio é impressionante, de uma criatividade e ousadia enorme! Eles tiveram até que mudar ligeiramente o curso do Cher.
O audioguia de Chenonceau é muito bacana. É um ipod que mostra a imagem dos ambientes ou quadros que estão sendo mencionados. Muito melhor do que dizer: o terceiro quadro à esquerda da cama...
O castelo é divido na torre principal e na galeria sobre o rio. Sobre o rio, fica o salão de baile. (O segundo andar estava fechado.). Na torre principal, ficam os quartos, cozinhas e demais ambientes.
As cozinhas deste castelo são os aposentos mais interessantes, muito bem decorados e paramentados. Durante a II Guerra, elas se transformaram em um hospital para soldados.
Daí, continuamos até Amboise. Passeamos um pouco pela pequena cidade e comemos um croque monsieur para não perder tempo com o almoço, afinal os castelos fecham as 17h. Se ficarmos 1h sentamos comendo, não conseguimos ver tudo...
Primeiro, fomos ao Clos Lucé, o castelo onde Leonardo da Vinci passou os últimos três anos da sua vida e morreu. O quarto e o escritório estavam fechados para visita e o restante da casa não tinha nada demais. A parte mais legal era a sala das maquetes, que incluía também vídeos explicativos (bem didáticos e nada longos ou cansativos) e rascunhos de cada invenção.
No jardim, tem várias das invenções em tamanho real, com mecanismos que realmente funcionam. Levantamos uma pedra através de roldanas, giramos o pirocóptero, etc.
Então, fomos ao Chateau Royal d'Amboise. Subindo a rampa, chegamos aos jardins do castelo. Na capela à esquerda, dizem que estão enterradas as cinzas de Leonardo da Vinci.
No castelo, construído em L, há vários salões decorados à moda de Francisco I, o rei que mais mandou nos castelos do Loire. A Tour des Minimes, um dos pontos principais do castelo, é uma rampa enorme, que leva até o topo do castelo. Cavaleiros podiam subir a cavalo por aí.
Terminamos o dia em Loches, uma cidade que está um pouco fora do circuito tradicional do Loire, mas que nos foi indicada pela Natalie. Além da cidade moderna, fomos caminhando até a cidade medieval, ainda murada, com enormes e imponentes portões góticos. Caminhamos até o topo do Logis Royal (o castelo) e ao Donjon (a masmorra), que domina a paisagem de toda a cidade.
Como já eram mais de 17h, os dois estavam fechados, mas, enquanto descíamos, a cidade medieval se iluminou! Foi lindo ver tudo iluminado e valeu super a pena, embora não tenhamos entrado na masmorra.
Descemos até a cidade e sentamos para tomar um porto, enquanto esperávamos o restaurante abrir. No fundo, a questão do horário de funcinoamento é super compreesível. Esse restaurante abriu para três mesas. Só três mesas! Ninguém se sustenta assim. E era ótimo!
* Detalhe para o francês que largou a bicicleta com um pão preso no assento de trás e sentou com amigos para beber do nosso lado. Só que começou a chover. É muito francês mesmo... (Só não sei se dá para ver bem na foto.)
Dia 10 - 07 de janeiro de 2011, sexta-feira
Para o café da manhã de hoje, a Natalie fez uma torta de maça de-li-ci-o-sa! (O Dani me incumbiu até de pedir a receita!) Só que ela fez a torta e deixou no forno enquanto levava o filho até a estação de Blèrè, para ele pegar o trem para Tours. Só que, nesse dia, não tinha trem. Aí, ela teve que levá-lo até Tours. Resultado: a nossa torta ficou meio chamuscada, mas, mesmo assim, comemos metade!
A primeira parada de hoje foi Chambord, o maior dos catelos do Loire, também obra dos caprichos de Francisco I.
O castelo de Chambord era um refúgio de caça do rei. E no dia em fomos, em pleno ano de 2011, o acesso ao castelo estava fechado porque era dia de caça! Tivemos que dar uma volta bem grande, por estradinhas de mão dupla onde só cabia um carro.
O castelo é realmente enorme por fora, com quatro torreões, um em cada canto, e diversas torres no meio.
A visita não tem um percurso pré-estabelecido, o que dificulta um pouco, principalmente porque o castelo é quase um labirinto e gigantesco. Um quarto vai levando para outro e outro e outro.
A entrada principal é a sala de guardas, o hall em cruz de cada andar, que leva para os quartos. A escada é monumental e foi desenhada por da Vinci de modo que quem sobe nunca se cruza com quem desce.
Os tetos abobodados do hall da escada são todos esculpidos. Um dos detalhes é a salamandra, símbolo de Francisco I, além do F. Uma peça de Molière já foi encenada no château.
Do terraço, vemos de perto os lindos telhados e torres do castelo e a imensidão da propriedade e dos jardins que a cercam.
A parada seguinte foi a cidade de Blois, bem maior que estas outras. Visto do outro lado do rio Loire, a cidade é linda!
Como já eram quase 15h, não tinha mais nenhum restaurante aberto. Então, comemos em uma boulangerie e fomos visitar o Château de Blois.
Este castelo é o mais interessante e bem decorado, incluindo piso, paredes, teto e mobiliário. Cada aposento foi remodelado com cuidado e atenção especiais! Ele tem um pátio interno, cercado por 4 prédios, um em cada estilo, de cada período e construídos por um rei diferente.
O primeiro prédio, em estilo gótico, do século XIII, tem a sala dos Estados, com paredes e tetos decorados e um trono (?). Tinha também algumas salas que mostravam como eram feitas as esculturas do castelo e adornos de parede e lareiras, primeiro em parte e, em seguida, juntadas e coladas.
A segunda ala é a flamejante, de Luis XII, do início do século XII, construída de pedra e tijolo.
Depois, vem a ala de Francisco I, do renascimento, com uma escada em caracol parecido com a de Chambord. Os apartamentos e aposentos decorados são espetaculares. Os quartos dos reis são lindos e foi aí que Catarina de Médicis morreu. Nesse castelo, tem tanto a salamandra de Francisco I quanto o porco-espinho de Luis XII.
A última ala, Gastão de Orleans, no estilo Clássico, de 1630, abriga exposições temporárias e congressos (imagina fazer uma convenção aí!).
Segundo o programa, iríamos direto para Saint-Malo, mas já eram mais de 5h e estava chuviscando. Então, achamos melhor não pegar a estrada e ficar em Blois. Passeamos pela cidade, vimos o comércio e jantamos no restaurante La Triboulette.
Novamente, aquele estilo bem francês, com o homem na cozinha e a mulher no salão. No início, só estávamos nós no restaurante e a mulher não parava de mexer na lareira, colocando mais lenha, atiçando o fogo. A gente até comentou que não precisava de tanto, que já estava bem quentinho. De repente, ela passa com o bifão cru do Dani e coloca em cima da grelha, na lareira. Ela fritou o bifé la mesmo!
Eu comi um prato de Saint-Jacques que estava espetacular!
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